O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS em parceria com a Fipe, permaneceu estável em junho na comparação com o mês anterior. No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 3,33%, refletindo movimentos distintos entre as categorias acompanhadas.
Entre os grupos que compõem o índice, alimentação e bebidas apresentou estabilidade, com leve variação de -0,06%. Dentro dessa categoria, os produtos in natura registraram alta de 1,05%, enquanto os industrializados recuaram 0,42%. As bebidas não alcoólicas apresentaram queda de 0,17% e as alcoólicas, de 0,75%.
Nos produtos semielaborados, o avanço foi de 0,35% em junho, influenciado principalmente pelos aumentos nos preços dos cereais, pescados e carnes bovinas. Já entre os industrializados, a redução foi puxada por itens como café, óleos, açúcares e adoçantes. O café, por exemplo, acumulou queda de 11,55% no ano, refletindo a recuperação da oferta global e o avanço da colheita brasileira.
Os produtos in natura registraram alta de 1,05% no mês, mas apresentaram desaceleração em relação a maio. Enquanto tubérculos e legumes continuaram pressionando os preços, as frutas seguem em trajetória de queda no acumulado do ano, favorecidas pelo aumento da oferta e pela menor demanda durante o período de temperaturas mais baixas.
Nos demais segmentos acompanhados pelo IPS, os artigos de limpeza permaneceram praticamente estáveis, com variação de 0,07%, enquanto os artigos de higiene e beleza registraram alta moderada de 0,49% em junho.
O levantamento também aponta que o cenário internacional segue sendo acompanhado pela APAS. As tensões no Oriente Médio continuam elevando as incertezas sobre o comércio global e podem influenciar nos custos de transporte, energia, combustíveis e insumos, fatores que impactam diretamente a cadeia de abastecimento e o setor supermercadista.
