A escassez de mão de obra no varejo alimentar e os desafios para atrair, desenvolver e manter profissionais no setor foram destaque em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na última quinta-feira (27).
A matéria contou com a participação de Erlon Ortega, presidente da APAS, e Sandra Benevuti, coordenadora da Escola APAS, e trouxe para o debate um cenário que tem exigido novas respostas das empresas. Atualmente, somente no Estado de São Paulo, o setor supermercadista reúne cerca de 35 mil vagas abertas.
Para Erlon, o desafio enfrentado pelos supermercados mudou nos últimos anos. “Antigamente, nós tínhamos o desafio da capacitação. Hoje, o nosso desafio é achar a mão de obra para ser capacitada”, afirmou à Folha.
Novas relações de trabalho
A dificuldade para preencher as vagas também está relacionada às transformações do mercado de trabalho e às novas expectativas dos profissionais, especialmente das gerações mais jovens.
Nesse cenário, defendemos a importância de avançar na modernização dos formatos de trabalho, considerando questões como jornada e flexibilidade, ao mesmo tempo em que ampliamos as oportunidades de desenvolvimento para quem já atua no varejo alimentar.
A reportagem mostra, ainda, que a escassez de profissionais tem provocado mudanças nos próprios processos de contratação. Em diversas funções, a experiência anterior deixou de ser uma exigência, levando as empresas a ampliar os treinamentos internos e a preparar novos profissionais para as atividades exercidas no dia a dia dos supermercados.
Qualificação como caminho para o desenvolvimento
Além de atrair novos trabalhadores, enfrentar a escassez de mão de obra passa pela valorização e pelo desenvolvimento de quem já faz parte do setor.
É nesse contexto que a Escola APAS desempenha um papel importante. Por meio de cursos e capacitações teóricos e práticos, buscamos ampliar os conhecimentos dos profissionais que trabalham nos supermercados e contribuir para que enxerguem no varejo alimentar possibilidades de crescimento e construção de carreira.
Para Sandra Benevuti, esse cenário também exige uma mudança na forma como as empresas enxergam a capacitação, que deixa de ser tratada apenas como um custo e passa a ocupar um espaço estratégico. “Cada vez mais treinamento, desenvolvimento, investimento no desenvolvimento dos profissionais é um fator extremamente importante para atração e retenção de pessoas”, afirmou..
A escassez de mão de obra é um desafio que exige diferentes frentes de atuação. Para nós, avançar passa pela construção de relações de trabalho alinhadas às transformações da sociedade, mas também pela qualificação, valorização e criação de oportunidades para os profissionais do varejo alimentar.
Ao levar esse tema para um dos principais veículos de comunicação do país, ampliamos uma discussão que também temos realizado com nossos associados e com o poder público, buscando caminhos que contribuam para empresas mais fortes e profissionais cada vez mais preparados para construir suas trajetórias no setor.
A matéria foi replicada por diversos veículos de comunicação, para conferir a entrevista na íntegra, clique aqui:
