Diante dos desafios relacionados ao abastecimento de água no Estado de São Paulo, a APAS, por meio do Comitê de Sustentabilidade, elaborou dois comunicados para orientar os supermercadistas sobre gestão hídrica e as alternativas disponíveis para garantir a continuidade das operações.
Os materiais abordam o Protocolo de Escassez Hídrica do Estado de São Paulo, os possíveis impactos das restrições no abastecimento e os aspectos técnicos, financeiros e regulatórios envolvidos na perfuração de poços.
Nos últimos anos, o Estado de São Paulo enfrentou períodos de chuvas abaixo da média. Embora os reservatórios estejam em situação de recuperação, especialmente após um setembro tão chuvoso, as previsões relacionadas ao fenômeno El Niño apontam incertezas quanto à regularidade das chuvas e à ocorrência de novas ondas de calor nos próximos meses.
Nesse contexto, a SP Águas instituiu o Protocolo de Escassez Hídrica, que estabelece cinco faixas de atuação conforme a situação de cada bacia hidrográfica. Regiões como Alto Tietê e Piracicaba, Capivari e Jundiaí já tiveram declarações de escassez hídrica.
Monitoramento e planejamento das operações
O primeiro comunicado orienta os supermercadistas a acompanharem a situação hídrica de suas regiões por meio do painel público da SP Águas, disponível no site do órgão.
A ferramenta permite identificar a bacia hidrográfica em que cada estabelecimento está localizado, consultar eventuais restrições de captação e abastecimento e acompanhar as condições específicas de cada região.
O material também recomenda a elaboração de planos de contingência, com avaliação da capacidade dos reservatórios, adoção de medidas para o uso racional da água e identificação de fontes alternativas de abastecimento.
Entre os possíveis impactos da escassez hídrica estão a redução da pressão nas redes públicas, os eventuais rodízios de abastecimento, o aumento dos custos operacionais e as restrições à concessão de novas outorgas para captação de água.
[Acesse aqui o comunicado completo sobre o Protocolo de Escassez Hídrica]
Perfuração de poços exige avaliação técnica e financeira
O segundo comunicado apresenta informações para auxiliar os supermercadistas na avaliação da perfuração de poços como alternativa de abastecimento.
O levantamento considera fatores como profundidade da perfuração, características do solo, vazão necessária, qualidade da água, equipamentos e exigências de licenciamento.
Segundo o material, o retorno do investimento pode ocorrer, em média, entre cinco e sete anos, considerando estabelecimentos com consumo de 100 a 200 metros cúbicos de água por mês. Esse prazo, no entanto, varia conforme as características de cada projeto e os custos de implantação, operação e manutenção.
O documento também esclarece os procedimentos relacionados à outorga de direito de uso dos recursos hídricos e destaca a importância da manutenção preventiva, que inclui análises periódicas da qualidade da água, testes de bombeamento, inspeções técnicas e reposição de equipamentos.
[Acesse aqui o comunicado completo sobre perfuração e manutenção de poços]
Atuação institucional da APAS
Além de disponibilizar orientações técnicas aos associados, a APAS, por meio do Comitê de Sustentabilidade, participa da revisão do Protocolo de Escassez Hídrica junto à SP Águas, buscando ampliar a segurança das operações que dependem do abastecimento de água e estão diretamente relacionadas à cadeia de alimentos.
Os supermercadistas também podem compartilhar situações específicas enfrentadas em suas operações, contribuindo com informações para a atuação institucional da Associação.
Para apoiar os associados na análise de situações específicas e na adoção das medidas apresentadas nos comunicados, disponibilizamos ainda o suporte das Consultorias APAS, que podem ser acessadas por meio das executivas regionais.
